Um guia especial sobre amamentação para todas as mães

A amamentação é um momento muito único e importante na vida das mamães, e também na do bebê. Nessa fase muitos sentimentos fluem ao mesmo tempo que muitas mudanças acontecem em seu corpo e, para além da beleza desse gesto, muitas dúvidas sobre amamentação podem surgir, o que pode gerar stress e ansiedade nas mamães.

Para amamentar com qualidade e cuidar da sua saúde e da do bebê, o melhor é estar bem informada, segura e preparada, por isso trouxemos uma série de dicas preciosas para você começar bem desde a primeira mamada. Acompanhe a leitura e fique por dentro do assunto!

A importância da amamentação

importancia da amamentação

O leite materno é o alimento mais completo para o bebê. Ele contém tudo o que seu bebê precisa na proporção certa.

O leite materno é tão importante que existe a Semana Mundial da Amamentação, entre os dias 1 e 7 de agosto de cada ano, para lembrar a importância vital de amamentar o bebê.

O leite materno pode variar no volume de calorias de acordo com o sexo do bebê, a alimentação e a saúde da mãe. De forma geral, o leite materno possui diferentes fases em sua composição:

Colostro – fase do recém-nascido

Por exemplo, o leite produzido logo após o parto ou mesmo um pouco antes é chamado colostro, e é fundamental para o recém-nascido, que deve ser amamentado já na primeira hora de vida.

O colostro oferece uma grande proteção imunizante para o bebê, revestindo as paredes do intestino e oferecendo os anticorpos e proteínas fundamentais para seus primeiros dias de vida.

Leite de transição – para o seu beber ficar fofuxo

Após o colostro, no primeiro mês de amamentação a mãe produz um leite rico em gorduras e carboidratos para dar ajuda especial no ganho de peso do bebê, que perde algumas gramas após nascer e, por isso, precisa se recuperar rapidamente.

Leite maduro – fase final

Após o primeiro mês e até o momento em que a mãe parar de produzir, o leite maduro contém uma concentração mais adequada de todas as gorduras e proteínas que o bebê vai necessitar durante a suas primeiras fases.

Na amamentação, a mãe produz dois “tipos” de leite. No início da amamentação o seio libera primeiro um leite mais aquoso, que ajuda a hidratar o pequeno, para então liberar o leite mais consistente, que alimenta com propriedade.

Por isso é tão importante que você dê sempre as duas mamas na hora da amamentação, balanceando bem hidratação e nutrição, e mantendo as mamas livres de acúmulo excessivo de leite! Curioso, não é mesmo?

Os benefícios de amamentar

beneficios de amamentar

Um dos momentos mais esperados (e às vezes temido) pelas mamães é a hora de amamentar. Depois de todos os mitos da gestação, vêm também os mitos da amamentação, mas não deixe essas neuras te pegarem, amamentar traz diversos benefícios para você e para o bebê.

Por isso, a amamentação deve ser a fonte exclusiva de alimentação do bebê até seus 6 meses. A partir daí,você pode introduzir novos alimentos à dieta do seu pedacinho de amor, mas mantendo o leite do peito até que o fofuxo complete 2 anos de idade.

Benefícios da amamentação para o bebê

Já mencionamos que o leite materno é o alimento completo para seu pequeno, e que também traz nutrientes, proteínas e anticorpos fundamentais para sua saúde como um todo.

Esse elo entre mãe e bebê é tão forte que a produção do leite materno se conecta com as principais necessidades do próprio bebê.

Mais do que nutrir e cuidar da imunidade, o leite materno é o principal regulador do metabolismo da criança, e isso é muito importante em sua formação. É fato comprovado que a amamentação adequada e prolongada ajuda a diminuir consideravelmente riscos de alergias, de obesidade e também de anemias.

E não é só isso, o leite materno é um dos mais importantes elementos para o desenvolvimento cognitivo adequado da criança. Ele dá uma base mesmo na fase de transição alimentar do bebê, que garante mais segurança na hora de se adaptar às receitas.

Falamos do fator fisiológico e cognitivo, mas não poderíamos deixar de falar do emocional: a criança sente muitas coisas, têm uma memória afetiva poderosa e o contato, o afeto e o cuidado da mãe durante a amamentação também é um importante fator na construção afetiva, no sentimento de aceitação, de cuidado, porque cria um vínculo muito poderoso e fundamental para o bebê.

Benefícios da amamentação para a mãe

Você também se beneficia muito da amamentação. Durante essa fase, o gasto de energia da mãe é muito grande, afinal, produzir o proporcional de leite para uma mamada consome em média 600 calorias.

Isso significa que seu corpo vai demandar mais líquido e nutrientes, estimulando uma alimentação balanceada, além, é claro, de queimar muitas calorias acumuladas durante a gestação. Você vai perder uma média de 1 a 2 quilos por mês produzindo leite.

O poder do vínculo afetivo também é vital no pós-gestação da mãe, sendo a principal maneira de prevenir a depressão pós-parto, que tem grandes reflexos na saúde da mãe e também no desenvolvimento do bebê.

Ao amamentar, a mãe diminui consideravelmente as chances de desenvolver câncer de mama e também o câncer de ovário.

Como amamentar de maneira correta

Antes de qualquer coisa, a melhor maneira de amamentar é aquela na qual você e o bebê estejam totalmente confortáveis e à vontade. Esse conforto é indispensável tanto para a mãe produzir leite quanto para o bebê mamar bem.

Se for dar de mamar sentada, garanta uma boa poltrona de amamentação. Distribua bem o peso do bebê, sem deixar toda a força apenas no antebraço. Apoie o pequeno de maneira confortável e delicada, deitado e bem posicionado para ter a pega ideal.

Outra boa posição é deitada de lado oferecendo o seio para o bebê, que fica deitado de frente para a mãe, mas envolvido pelo antebraço. Essa posição pode favorecer a descida do leite em mães que produzem pouco leite.

O conforto é importante pois as primeiras mamadas podem acabar sendo bastante demoradas e, se houver desconforto, pode ser estressante para os dois.

A “pega” ideal para mamar – aprenda de forma prática

A pega correta para mamar é muito importante pois garante a sucção do bebê, que vai consumir os nutrientes necessários e também ajuda a evitar acúmulos excessivos no seio, evitando também que o bebê acabe machucando os bicos.

O ideal é que a boca do bebê envolva toda a aréola, e que os lábios fiquem apontados para fora. Se observar que o bebê está ficando com covinhas ou fazendo muito barulho, isso é um sinal que a pega não está correta e ele está sugando muito ar.

Corrija levemente a postura da boca com o dedo mindinho. Se o bebê tiver uma pega inadequada, pode acabar ficando estressado e até mal nutrido.

Quando sentir que seu seio ficou macio, ofereça o outro seio. Não se preocupe com “alimentar o bebê em excesso”, os pequenos têm um grande entendimento de seu senso de saciedade e vão recusar o peito quando estiverem cheios.

Aqui no blog da Vilma Mirian você confere também um post especial sobre armazenamento de leite materno, para quando voltar a trabalhar, caso queira doar e também para carregar uma mamadeira reserva na bolsa maternidade.

Como produzir mais leite?

como produzir mais leite

Algumas mães se preocupam com a produção de leite, e outras também se preocupam com a qualidade desse leite, que está diretamente ligado com a qualidade da própria dieta da mãe.

Para ajudar o leite a descer com mais fluxo, você também pode fazer massagens suaves e circulares, indo do colo do seio até o bico, além de usar sutiãs adequados para amamentação, que dão mais sustentação e conforto.

Em relação ao que a mãe consome, o primeiro passo para produzir mais leite é se hidratar bastante, consumindo em torno de 3 a 4 litros de água por dia, no mínimo.

O segundo passo é tomar um cuidado muito especial com a alimentação. Faça refeições regulares de 3 em 3 horas durante o dia, e dê prioridade para alguns alimentos em especial:

  • Folhas verde escuras, que costumam ser ricas em ferro;
  • Feijão;
  • Carne de peixe, que contém gorduras boas;
  • Frutas secas, grãos e oleaginosas também são ótimas fontes de gorduras boas;
  • Abóbora, rica em vitamina A;
  • Laticínios, especialmente queijos e iogurtes. Mas atenção: tome muito cuidado com leites integrais caso seu bebê apresente qualquer tipo de alergia. Opte por leite desnatado e outras opções.

Evite também outros tipos de alimentos que costumam causar alergia, como amendoim e frutos do mar.

O que evitar comer durante a amamentação

Comidas industrializadas em geral têm pouco valor nutricional e muito açúcar processado e gorduras ruins. Corte todos esses alimentos do seu dia a dia. Corte também tudo o que for muito gorduroso e alimentos que tenham muito açúcar ou carboidratos, como massas.

Cuidando de mamilos feridos

Sabia que o próprio leite materno pode ser um dos melhores remédios para curar pequenas feridas? Basta passar um pouco do próprio leite nos bicos. Mas se os ferimentos forem mais incômodos e persistentes, experimente usar compostos como lanolina.

Além da pega inadequada ou dos dentinhos crescendo, mastites (inflamação dos seios), empedramentos de leite e sensibilidades podem ser causadas pelo acúmulo de leite. Quanto mais você amamentar, mais seus seios ficam saudáveis e mais leite irão produzir.

A mãe produz, em média, até ⅓ a mais de leite, que precisa ser retirado com regularidade para manter os cuidados com a saúde das mamas, por isso tenha sempre uma bomba de leite pronta na bolsa maternidade para evitar incômodos.

E aí, mamãe, esse post ajudou a se preparar mais na hora do mamá? Aqui no blog Vilma Mirian você encontra dicas especiais para cuidado da mamãe e do bebê. Além de muito estilo e carinho, você pode seguir a gente pelas redes sociais também e curtir todos os nossos conteúdos e fofuras!

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